Um Sítio...Joaquim Vairinhos

Um Sítio...Joaquim Vairinhos
Poesia e Prosa

domingo, 25 de dezembro de 2016

É NATAL ?
Não tenho vontade de desistir...
súbito :
surgem nas células soberanas da vida
contrariando afirmadas certezas
que a natureza nos dá
primaveras de flores
em profusão de cores inigualáveis
ondas de calor de verão tardio
frio castanho do inverno
frutos maduros caídos no chão
anunciadores de que algo se vai perder
desse lindo momento de paz
chegado
são gestos
alertas da pessoa
que te tornaste
no casulo do tempo
e no espaço dos dias
desconstruindo qualquer bondosa relação
na individualidade
na inveja
na ambição desmedida
no ódio
na guerra
na desumanidade
sê humano
sê soberano na vontade
de não desistir
que o Natal te faça renascer como Pessoa.

Joaquim Vairinhos.

quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

quinta-feira, 20 de novembro de 2014



Tem gente que reza
e gente que sente
gente que detesta
e gente que ama gente
Tem gente que rouba
e gente que doa
gente que ignora
e gente que perdoa
Tem gente que sorri
e gente sorumbática
gente superficial
e gente sistemática
Tem gente que se importa
e gente indiferente
gente muito viva
e gente quase morta
Tem gente verdadeira
e gente mentirosa
gente desleixada
e gente caprichosa
Tem gente com muito
e gente com pouco
gente com conteúdo
e gente cérebro oco..
Gente que muito vale
e gente que não vale um vintém
gente como a gente,
outras como tantas
e poucas como ninguém!

M.Rebes

quinta-feira, 23 de outubro de 2014



Aproximei-me da boca da Galeria
era um trem de ansiedade que me acompanhava
não era exposição do Manuel Baptista
eram teus lábios e olhar doce que buscava
peguei tua mão mergulhando meus olhos nos teus
apreciei teu corpo espartilhado em vestido justo preto
nada me dizia o que iria acontecer
nem esperava ver teus olhos húmidos sorrirem
nem teu bâton com sabor a romã
nem tua mão nos meus cabelos em carícia contida
nada mais vi...
saí pensando nas partidas da vida !
Joaquim Vairinhos.
"Folhas", quadro de Manuel Baptista.

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

O tempo perdido na miragem do olhar
fluindo num estio outonal
traz consigo a saudade do mar
daqueles fins de julho
onde tempo se escondia nos sorrisos
e olhares de amores de estação.

não sabiam não. como eram felizes
jovens de então.

seduzido pelo som daquelas vagas
banhadas em espumas alvas
sentei-me em grãos de areia macia
buscando naquela tarde de verão tardio
imagens na memória envelhecida.

não vinham não. as imagens fugidias
que apareciam na retina do olhar
se confundiam na regular e contínua dança do mar
num entrelaçar de desejo outonal.


Joaquim Vairinhos
Foto de Joaquim.

domingo, 12 de outubro de 2014

Soltar a liberdade que existe em ti,
quem sabe, descobrir um paraíso
onde teus olhos são estrelas.


Prender os cabelos da aurora,
quem sabe, amanhecer na luz
onde teus olhos são sol.


Sonhar nos mármores de um luar,
quem sabe, encontrar tua alma

onde teus olhos são espelhos.

Cantar nos braços de uma criança,
quem sabe, recordar saudade
onde teus olhos são esperança.


Joaquim Vairinhos



Joaquim Vairinhos