Minha mãe natureza deito-me na tua relva macia e cubro-me de nuvens e sol quando dia, de estrelas e lua quando noite. Quando preciso banhar-me, deixo cair tuas lágrimas sobre mim e tuas brisas enxugam o meu corpo nú. De costas, observo os pássaros que brincam na imensidão que te pertence Sinto o vento acariciar os meus cabelos enquanto despenteia os meus sonhos contigo. De olhos, fechados, abertos, vagueio pelo teu verde infinito e mergulho no teu azul de céu e mar Vôo com os pássaros e com as borboletas, mergulho com as sereias e seus segredos, rastejo entre as serpentes, corro com os teus animais. Sou folha, fruto e flor Da terra-mãe que me alimenta. Oh, minha mãe, ergo minha taça com vinho colhido de tuas vinhas e nessa minha condição de mortal onde a vida é apenas um sopro e a morte é o silêncio-cinza que me guarda, Celebro a eternidade do meu espírito junto a ti que me acolhe muda mas que não cala a voz do teu chão Que grita dentro de ti em mim em súplica, antes que seja tarde antes que o fogo arda antes que morra o fruto antes que tudo acabe
Súplica da terra
ResponderExcluirMinha mãe natureza
deito-me na tua relva macia
e cubro-me de nuvens e sol quando dia,
de estrelas e lua quando noite.
Quando preciso banhar-me,
deixo cair tuas lágrimas sobre mim
e tuas brisas enxugam o meu corpo nú.
De costas, observo os pássaros
que brincam na imensidão que te pertence
Sinto o vento acariciar os meus cabelos
enquanto despenteia os meus sonhos contigo.
De olhos, fechados, abertos,
vagueio pelo teu verde infinito
e mergulho no teu azul de céu e mar
Vôo com os pássaros e com as borboletas,
mergulho com as sereias e seus segredos,
rastejo entre as serpentes,
corro com os teus animais.
Sou folha, fruto e flor
Da terra-mãe que me alimenta.
Oh, minha mãe, ergo minha taça
com vinho colhido de tuas vinhas
e nessa minha condição de mortal
onde a vida é apenas um sopro
e a morte é o silêncio-cinza que me guarda,
Celebro a eternidade do meu espírito
junto a ti que me acolhe muda
mas que não cala a voz do teu chão
Que grita dentro de ti em mim
em súplica, antes que seja tarde
antes que o fogo arda
antes que morra o fruto
antes que tudo acabe
Maria Rebés