Um Sítio...Joaquim Vairinhos

Um Sítio...Joaquim Vairinhos
Poesia, Prosa e Música.

sábado, 28 de julho de 2018

demoras tanto
interrogo até quando
esperas ao longe
aceno palmas da mão
asas da espera
espelham outra margem
de viajantes sem tempo
guardas selfie's do momento.
Joaquim Vairinhos, "Espumas do Verão"
2.
O tempo perdido na miragem do olhar
fluindo num estio outonal
traz consigo a saudade do mar
daqueles fins de julho
onde tempo se escondia nos sorrisos
e olhares de amores de estação.
Não sabiam não.
Como eram felizes jovens de então.
Seduzido pelo som daquelas vagas
banhadas em espumas alvas
sentei-me em grãos de areia macia
buscando naquela tarde de verão tardio
imagens na memória envelhecida.
Não vinham não.
As imagens fugidias
que apareciam na retina do olhar
se confundiam na regular e contínua dança do mar
num entrelaçar de desejo outonal.
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Adoro
doce de teus beijos
quero sugar-te como
tangerina
mel canela framboesa 
sentir escorrer meu desejo
pelos lábios
nos cantos da boca
pingar nos seios
desaguar no ventre
fazer subir na mente
devaneios
tolhidos em corpo
ardente...
emilio casanova, in "Amor de Maria"

terça-feira, 24 de julho de 2018


reality season 3


chegaram juntos ao balcão da esplanada
ela ele e a mãe dele
entre frango e peixe a discussão
ele e a mãe afastaram-se dela que foi fazer a salada



par romântico seria
pois de mão dada bem apertada seguiam
ele másculo trôpego ela franzina arrebitada
naquele momento da mão largada ela bem disse :
não me largues
catrapuz foi ele ao chão num truz


Joaquim Vairinhos.
ver a tarde sol esbatida no horizonte
lá ao longe bem longe onde não há gente
só nada...no meio do nada
palavras prosaicas são manchas
restos desnecessários bastam sorrisos eloquentes
mordidas puras das areias sedentas
afagos para que se façam silêncios
ao nascer noite cama de amantes
bebem se orvalhos de sementes
fortalecem se amores nas poesias de corpos
presentes
levitar a palavra certa nesses momentos
de unir céu e terra no horizonte
ilusão na minha mente .
Joaquim Vairinhos,
minhas gentes,
reciclei casaco no contentor das roupas
colei camisa ao corpo mostrando a garganta
blusão de couro de vaca com um metro de sul
de que me orgulhava passeando quilos de ar de criança.
na minha cidade de vez em quando nasce a esperança.
na terra verde de primaveras
quis mostrar meus versos de desejos insolentes
que tormentos para a cabeça de minhas gentes.
ai, como faz falta o casaco e a gravata !
se o céu é quente no azul doirado
e as ruas nas suas calçadas amantes
que admiração fazer versos ardentes.
se musas admiradas pela minha arte
inspiram a fazer versos alegres e contentes
só tenho que correr à loja para bordar aquela camisa
de corte conservador com macaquinhos no colarinho
para agradar minhas gentes.
Joaquim Vairinhos
não direi adeus
não partiste
nem sequer nos despedimos
caminhámos lado a lado
constantes e presentes
neste sentimento amizade
ausente sim teu corpo
que não conheço
ausente sim teu abraço
teu odor teu calor
mas como sentir tua ausência
se estás na mente
no coração presente
ao alcance de um "enter"
neste sentimento amor.
Joaquim Vairinhos