Um Sítio...Joaquim Vairinhos

Um Sítio...Joaquim Vairinhos
Poesia, Prosa e Música.

terça-feira, 24 de julho de 2018

ver a tarde sol esbatida no horizonte
lá ao longe bem longe onde não há gente
só nada...no meio do nada
palavras prosaicas são manchas
restos desnecessários bastam sorrisos eloquentes
mordidas puras das areias sedentas
afagos para que se façam silêncios
ao nascer noite cama de amantes
bebem se orvalhos de sementes
fortalecem se amores nas poesias de corpos
presentes
levitar a palavra certa nesses momentos
de unir céu e terra no horizonte
ilusão na minha mente .
Joaquim Vairinhos,
minhas gentes,
reciclei casaco no contentor das roupas
colei camisa ao corpo mostrando a garganta
blusão de couro de vaca com um metro de sul
de que me orgulhava passeando quilos de ar de criança.
na minha cidade de vez em quando nasce a esperança.
na terra verde de primaveras
quis mostrar meus versos de desejos insolentes
que tormentos para a cabeça de minhas gentes.
ai, como faz falta o casaco e a gravata !
se o céu é quente no azul doirado
e as ruas nas suas calçadas amantes
que admiração fazer versos ardentes.
se musas admiradas pela minha arte
inspiram a fazer versos alegres e contentes
só tenho que correr à loja para bordar aquela camisa
de corte conservador com macaquinhos no colarinho
para agradar minhas gentes.
Joaquim Vairinhos
não direi adeus
não partiste
nem sequer nos despedimos
caminhámos lado a lado
constantes e presentes
neste sentimento amizade
ausente sim teu corpo
que não conheço
ausente sim teu abraço
teu odor teu calor
mas como sentir tua ausência
se estás na mente
no coração presente
ao alcance de um "enter"
neste sentimento amor.
Joaquim Vairinhos

segunda-feira, 23 de julho de 2018

reality season 2

ela cobria cinco por cento do corpo
girava na toalha como se estivesse no assador
inquieta procurava o mar e uns olhares
ele não estava estando
bem esticado lia o negócios
e de quando em vez comunicava no seu iphone
ela buscava afectos sem negócios

dia a dia os mesmos gestos mecânicos
vestia os calções
colocava a toalha aos ombros
enfiava os dedos nas havaianas e partia
chegado ao mar molhava os pés
regressava a casa dizendo : porra
continua fria

joaquim vairinhos
imagem google.
reality season 1
ela magra cansada olheiras profundas
avançou para o balcão
ele anafado musculado 
sentou os glúteos tonificados
na esplanada
outra pesada titubeante
procurou na prateleira da vitrine
merenda doce
ele sentado planando no smartfone
aguardava sua chegada
um inseguro escolhia
ela na cadeira aguardava
na chegada como ela barafustou
não sabes fazer nada
pegou na carteira e pagou
joaquim vairinhos.


na mansão dos ventos
onde moram as aves
encontrei nas nuvens
mensagens em espiral
nunca me disseram 
o que contavam
cá para mim era magia
talvez numa sala
se guardavam
os suspiros de amor
ou quem sabe
lágrimas da dor
de amor
ainda hoje me interrogo
para onde vão todos
os amores :
os conseguidos
os perdidos
e para onde vão as lágrimas
de amor
há quem diga
que vão para o mar
outros dizem
que regam lindas orquídeas
penso que quando escorrem
pela face
deixam sinais que marcam
rugas na alma
levam ao coração
momentos diversos
de dorida calma
de paz
para descanso
das paixões.
Joaquim Vairinhos