Um Sítio...Joaquim Vairinhos

Um Sítio...Joaquim Vairinhos
Poesia, Prosa e Música.

segunda-feira, 2 de julho de 2018

Estou estranho
não sei
que se passa
desilusão quase
completa
nada que me
cerca
me conforta

vejo
oiço
tudo e nada

vejo
o que oiço
nada me diz

calo

insumo elementos
de meu pensamento
no egoísmo
consumista que
me anestesia

parto
fico
resto
em humanos restos
até quando?
fazes-me falta!
JV.
Pela metade se vive.
Quantas vezes basta um quarto
pequeno espaço de amor vibrante
cor de todos os sonhos. 

São intensos gestos que traçam
curvas abertas nos passos lentos
das chegadas.
Apagam vontades em construção :
caprichos
desejos
celebram mundos insubmissos
de projectos calculados.

As tintas que pintam a vida
não têm cores escolhidas
nem subtileza
nem leveza
nem fantasias
muitas vezes as mais incompatíveis.

Despe-se a pele de :
receios
mágoas
medos.

Agarram-se migalhas
de bons momentos seguros.
Não vá o diabo tece-las...

JV

Levanto-me
e volto a sentar
defronte desse mundo inteiro


olho para a janela branca
respiro
e penso como se escrever
fosse caminho da vida
alimento do corpo


cada passo que tropeço
espanto-me
tantas faces as palavras têm
muitas já vistas
já gastas
já velhas
e sempre novas
sempre bonitas
noutras formas de harmonia


prendem-me na cadeira
na mesa
onde mulheres e homens comem
convivem e bebem


devoram-me nos seus labirintos
quando cansadas deitam-me fora


principiei a escrever no outono
do meu mundo de minha vida 
desenhei com elas :
-Coisas do Coração
-Afrodites
-...para que não digas
que não falo de amor...
-e se o mar fosse eu ?


procurei
essa coisa rara da sabedoria :
a simplicidade das palavras.

© Joaquim Vairinhos

domingo, 1 de julho de 2018

Roda de samba em homenagem a Paulo César Pinheiro

Oh, Júlia…Júlia madura
Você me deixa sempre num desassossego
Na batida duma partida desentendida
Moça do meu ego
Quero levar te a paris de frança
Onde o acordeão convida à dança
E o sena desafia minha pena de gostar de ti
Oh, Júlia…Júlia madura
Quando me deixaste na praia da ilha
Voltei a ser pequenino sem perceber
Moça do meu ego
Quero levar te à linda Varsóvia
Onde o violino nos convida a uma bela paródia
Se não fores nunca saberás escolher entre tantos e todos amores
Moça do meu desassossego !
JV.
Foto Mulher de Picasso, elperiodicodearagon.com

                    One Johnny Cash

                    Imagine - John Lennon