terça-feira, 8 de janeiro de 2013
Creme desliza doce leitoso
envolvente
pelas belas curvas de suas pernas
escorrendo entre dedos como carícias
sua mente fervilha
lampejos assomam desabridos
aos olhos com brilhos de raiva
hum, em minha casa
convido-te para nos encontrarmos
em tua casa
como era tamanha a desfaçatez
de quem no primeiro dia do ano
saiu
me abandonou
sei que aprendi muito com ele :
sou mais tolerante mais paciente
deixei de tanto errar
cresci
fez de mim outra mulher
hoje sei para onde vou
aprendi minha direção
ensinou-me a voar com precisão
por isso não
convidar-me para minha casa
agora não Mireille
essa não tem perdão
joaquim vairinhos, in "Tanta coisa para dizer"
quarta-feira, 2 de janeiro de 2013
pelas sombras da morte
desfiladeiros emboscados na
corrente fluída
combatem invencível força
que nos mata
dias permanentes da partida.
Marcha contínua inexorável
de ausentes.Sei
que se perfilam por instantes
em nossas mentes.
Dor em espinha
na galopante cavalgada
que nos levará ao nada ?
Dos arquitetos fica
a memória. A obra amassada
em bancos de sabedoria
restará como vitória
num abraço de sempre.
...a meus amigos Vasco Massapina
e Marques Júnior...
joaquim vairinhos
sem receita do chefe
usa ingredientes
de memória
vivida por sua avó
sem frango sem peixe
sem lombo
do pão duro amassado
em tristeza
tira a massa do trigo
em potência de vil
pobreza
mergulha nas lágrimas
de água
junta passas
daquelas dos algarves
que desmaiam das
figueiras ou das vinhas
de areias
na fome da ceia
adormece
passando em cinza
restos de 2012
joaquim vairinhos, in "Tanta coisa para dizer
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