quinta-feira, 6 de dezembro de 2012
fonte coberta
carta geográfica
mapa
corpo escrito
inscrito
reescrito
linhas azuladas
veias
canais feitos
ilusões de florir
tempestades
incêndios breves
todas as formas
diagonal
invertida
pervertida
sem medos
viajo
dentro
na forma
viajo.
joaquim vairinhos, in "Só & Cia"
ilustração:foto de "Paz" de Olga Summavielle
uma tarde de verão
assim
aberta na esplanada
com todo tempo
taça espumava
assim
aberta na esplanada
com todo tempo
taça espumava
num reflexo indeciso
mas consequente
não sendo frágil
a vontade
era o sol da maré
sua ambição semanal
de fim de tarde
mas sobretudo
pela paixão
de sentir os
movimentos do mar
pairava naqueles
singelos prazeres
buscando no cerrar
dos olhos
a languidez duma
preguiça
que habita oceanos
em tardes mornas
dançantes na música
monótona de cigarras
cansadas
sombras adivinhavam-se
escaldantes
nas brisas do levante
iluminando sorrisos quentes
entre dentes
estava na hora de jogar
o jogo do amor
cúmplice noite
de negro vestida
estava no ar
joaquim vairinhos, in "Só & Cia"
mas consequente
não sendo frágil
a vontade
era o sol da maré
sua ambição semanal
de fim de tarde
mas sobretudo
pela paixão
de sentir os
movimentos do mar
pairava naqueles
singelos prazeres
buscando no cerrar
dos olhos
a languidez duma
preguiça
que habita oceanos
em tardes mornas
dançantes na música
monótona de cigarras
cansadas
sombras adivinhavam-se
escaldantes
nas brisas do levante
iluminando sorrisos quentes
entre dentes
estava na hora de jogar
o jogo do amor
cúmplice noite
de negro vestida
estava no ar
joaquim vairinhos, in "Só & Cia"
ilustração:salvador dali
sexta-feira, 30 de novembro de 2012
que se aprende com a idade
não sei
sei que todos os dias
muda a realidade.
Talvez sentir a simplicidade
das coisas da vida
perceber a doçura de um olhar
acompanhar a beleza
de ave a planar.
Saber apreciar
conversa de criança
com um sorriso no ar.
Mergulhar inteiro
num pôr de sol
abraçar em cheio
uma lua de agosto.
Acariciar as rugas do rosto.
Criar lágrimas de doçura
no canto do olho.
Regar flores
que deixámos murchar
como quem pede perdão.
Não sei
se aprendemos com a idade.
Sei que vivo a idade
querendo tudo aprender
com vontade.
Joaquim Vairinhos, in "Só & Cia"
Ilustração:foto google.
quarta-feira, 28 de novembro de 2012
...carrego em meus braços...
...a energia dos universos...
...meus olhos raios de brilho...
...minhas células estrelas de versos...
...minha boca ciclone de ventos pacíficos...
...meu peito vulcão de calor em sentimentos...
...tenho os pés nos cometas...
...com as mãos agarro a terra...
...circulo entre planetas...
...mirando nos mares meus espelho...
...alimento-me de verdes florestas...
...perfumo-me com flores silvestres...
...nasci das ninfas do tejo...
...vivo do nascer ao pôr do sol...
...num rio de janeiro, fevereiro e março...
...e todos os meses que mereço...
...viva a vida...no amor em espaço...
...a que pertenço...
emilio casanova, in "Só & Cia"
ilustração:foto google.
...meu peito vulcão de calor em sentimentos...
...tenho os pés nos cometas...
...com as mãos agarro a terra...
...circulo entre planetas...
...mirando nos mares meus espelho...
...alimento-me de verdes florestas...
...perfumo-me com flores silvestres...
...nasci das ninfas do tejo...
...vivo do nascer ao pôr do sol...
...num rio de janeiro, fevereiro e março...
...e todos os meses que mereço...
...viva a vida...no amor em espaço...
...a que pertenço...
emilio casanova, in "Só & Cia"
ilustração:foto google.
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