Um Sítio...Joaquim Vairinhos

Um Sítio...Joaquim Vairinhos
Poesia, Prosa e Música.

segunda-feira, 26 de novembro de 2012


Como te sinto...
nas minhas mãos
plasmada na pele
fluída nos meus rios
que de calor 
são sequiosos 

nas ternas lembranças
de teus suores .
Como te imagino
na vertigem das lagoas
doces de teu olhar
que me ajudam a viajar.
Como sorrio com teu sorriso
que me deixa enternecido
doce...apaixonado
levitando num espaço
entre nossos rios de sul
a norte em qualquer janeiro
de boa sorte.
Como te amo neste suave
abandono que me traz
mais ligado
por não te ter.

joaquim vairinhos, in "Só & Cia"

Navego na fina folha branca 
implantada no azul celestial
reflete-se no ambiente
a imagem desfocada de áreas 
caiadas
onde tanjerinas esverdeadas de amarelo 

aguardam seu tempo.

Questionas olhos vagos no horizonte
sobre as copas verdes
para onde vão os sonhos ?

Uma lentidão gélida
passa das mãos às rugas dum coração
que tanto sonhou !

Os sonhos não voam...
não andam...
não navegam...
agem disfarçadamente
fazendo-nos voar
viajar
navegar
roubam à mente imagens
lembranças
saudades
antecipando anseios
aspirações.

Vai com teu pensamento
leva teu sonho contigo.

joaquim vairinhos, in "Só & Cia"
ilustração: S.Dali

domingo, 25 de novembro de 2012

Pedro Abrunhosa e Sandra de Sá - Não sei quem te perdeu

Dizzy Gillespie and the United Nations Orchestra - London 1989 [Full Con...







Repousa corpo entre polpa de dedos.
Felicidade invade no fluir do calor de sol
raptado, num interior crescente de paixões,
amores, seduções, ódios, indecisões.

Sentimentos frustrados são pardais,
saltitantes sem canto, rodopiando 
em consoantes e vogais.

Construção em muros de versos cobertos.


Viajam nos labirintos em amálgamas
de palavras necessárias. Redescobrem-se
na impenetrável estrutura semântica de
densidade absoluta do que penso ser
meu ser.

Voam para murais na vontade incessante
de dizer presente na partilha de redes sociais.

Assim crescem meus versos. Feitos sem destino.
Percorrem rostos e rostos fazendo caminho.

joaquim vairinhos, in "Só & Cia"

nos bicos os sorrisos 
que lavram a terra
humedeciam
presentes azuis 

no horizonte

com fio de oceano
ao fundo
olhos virgens
cerravam-se
no sono profundo
com pombas brancas
anunciando
um novo mundo

eram belos os sons
da sinfonia
sábio homem
preparava
cenários de caminhos
para o amor
para a poesia
para a sabedoria

emilio casanova, "No jardim dos deuses"