domingo, 25 de novembro de 2012
MANUELA
Entranhado na carne
concebido em tuas vísceras
alimentado nos teus
fluidos
Entranhado na carne
concebido em tuas vísceras
alimentado nos teus
fluidos
gerado em tempo
lunar
partilhando espaços
dores alegrias
humores
rompi na hora
dolorosa da saída
nossa união livre mas de fato
para toda a vida
segui-te
seguiste-me em ditadura
florida
coberta de afetos
com mão dura
coração aberto sangrando
cuidando
protegendo teu menino
d'oiro
tantas vezes não te compreendi
muitas não me deste razão
tempo fez-me homem
contigo
foi teu dever que exerceste
com devoção. Obrigado.
joaquim vairinhos
lunar
partilhando espaços
dores alegrias
humores
rompi na hora
dolorosa da saída
nossa união livre mas de fato
para toda a vida
segui-te
seguiste-me em ditadura
florida
coberta de afetos
com mão dura
coração aberto sangrando
cuidando
protegendo teu menino
d'oiro
tantas vezes não te compreendi
muitas não me deste razão
tempo fez-me homem
contigo
foi teu dever que exerceste
com devoção. Obrigado.
joaquim vairinhos
Felicidade invade no fluir do calor de sol
raptado, num interior crescente de paixões,
amores, seduções, ódios, indecisões.
Sentimentos frustrados são pardais,
saltitantes sem canto, rodopiando
em consoantes e vogais.
Construção em muros de versos cobertos.
Viajam nos labirintos em amálgamas
de palavras necessárias. Redescobrem-se
na impenetrável estrutura semântica de
densidade absoluta do que penso ser
meu ser.
Voam para murais na vontade incessante
de dizer presente na partilha de redes sociais.
Assim crescem meus versos. Feitos sem destino.
Percorrem rostos e rostos fazendo caminho.
joaquim vairinhos, in "Só & Cia"
que lavram a terra
humedeciam
presentes azuis
no horizonte
com fio de oceano
ao fundo
olhos virgens
cerravam-se
no sono profundo
com pombas brancas
anunciando
um novo mundo
eram belos os sons
da sinfonia
sábio homem
preparava
cenários de caminhos
para o amor
para a poesia
para a sabedoria
emilio casanova, "No jardim dos deuses"
ao fundo
olhos virgens
cerravam-se
no sono profundo
com pombas brancas
anunciando
um novo mundo
eram belos os sons
da sinfonia
sábio homem
preparava
cenários de caminhos
para o amor
para a poesia
para a sabedoria
emilio casanova, "No jardim dos deuses"
grão a grão
numa casa conquistada de silêncios
onde circulam melodias em completas
reflexões
foi tortuoso o caminho
nas diagonais do mar na face da terra
com sementes de sintonia
pelos símbolos da geometria
em cadeiras de aprendiz
foi no sopro da lua
que atingi o sol
para aquecer minha morada
que enchi de ervas e
ramagens amarelas de acácia
para alimentar
minha catedral de sabedoria
que vigio
no silêncio de olhos
guardados em liberdade.
joaquim vairinhos
nas diagonais do mar na face da terra
com sementes de sintonia
pelos símbolos da geometria
em cadeiras de aprendiz
foi no sopro da lua
que atingi o sol
para aquecer minha morada
que enchi de ervas e
ramagens amarelas de acácia
para alimentar
minha catedral de sabedoria
que vigio
no silêncio de olhos
guardados em liberdade.
joaquim vairinhos
Quando os sons caiem no vazio
silêncio fica atroz.
Manhãs/tardes sem voz
criam na pele arrepio.
Comigo faço a troca.
Palavra gira volta cai
na resposta do labirinto
dos sentidos.
Saída sem solução é caminho
errado.
Melhor será prender
silêncio no coração.
joaquim vairinhos, in "Só & Cia"
ilustração : foto de emilio
Comigo faço a troca.
Palavra gira volta cai
na resposta do labirinto
dos sentidos.
Saída sem solução é caminho
errado.
Melhor será prender
silêncio no coração.
joaquim vairinhos, in "Só & Cia"
ilustração : foto de emilio
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