sábado, 21 de julho de 2012
Insónia
No silêncio das minhas noites claras
faço longas travessias sem destino
nas esquinas escuras do meu quarto
revejo caras e corpos
uns familiares outros opacos
deformados por nunca vistos
galopam sentimentos ritmados
ao compasso do brilho dos néons iluminados
que penetram as frestas das janelas
dobras de lençol ondulam meu corpo
almofadas envolvem meu rosto
tac tic tic tac dança o tempo
noite branca sem rosto quente
que aspiras da minha insónia
angústias arrependimentos
remorsos por falta de coragem
não sabes que a humana liberdade
é prisioneira da minha mente
odeio teu poder que me impede
de adormecer.
emílio casanova, in "Coisas do Coração"
Eterno
Lagos profundos teus olhos,
cintilantes teus sorrisos...
fazem apetecer entrar neles !
Cristalino e denso teu corpo
referencio na magma terrestre
calor cósmico sol ardente
num invólucro curvo celeste,
prisioneiro.
Aspiro libertar tua alma
numa explosão emocional
que nos transporte para o canto,
recôndito do universo
numa comunhão eterna.
emílio casanova, in "Coisas do Coração"
sexta-feira, 20 de julho de 2012
Quando o fogo arde
nas pedras do homem
treme a raiva
na impotência dos dias
em frágeis queixas
que nada resolvem
Quando as folhas
mirram secas e pretas
lágrimas soltam-se
em rostos cavados
por rugas de vidas na lida da terra
Quando o vento amainar
sol e calor aparecer
fumos e cheiros
se enterrarem
escombros nas almas
não esquecerão jamais
a incúria
a malvadez de espíritos
que despreveniram os
valores sagrados
de populações defender.
emílio casanova, in "A Alma das Palavras"
nas pedras do homem
treme a raiva
na impotência dos dias
em frágeis queixas
que nada resolvem
Quando as folhas
mirram secas e pretas
lágrimas soltam-se
em rostos cavados
por rugas de vidas na lida da terra
Quando o vento amainar
sol e calor aparecer
fumos e cheiros
se enterrarem
escombros nas almas
não esquecerão jamais
a incúria
a malvadez de espíritos
que despreveniram os
valores sagrados
de populações defender.
emílio casanova, in "A Alma das Palavras"
quarta-feira, 18 de julho de 2012
...mulher
...dia sem sol
...dia de chuva...cinzento...triste
...surges como janela
...aberta...sobre meus olhos
...com espírito resplandecente
...com doce e meigo olhar
...que Deus te guarde
...que te saibam amar
...que te saibam respeitar
...que te saibam compreender
...mulher...mulher
...mulher
emilio casanova, in "No Jardim dos Deuses"
terça-feira, 17 de julho de 2012
segunda-feira, 16 de julho de 2012
Avançando na chuva
nesta noite de frio inverno
caminho apressado
sem destino certo...
interrogo-me se vou sozinho,
na pressa,
para não me molhar
balbucio palavras em surdina
chamando minha consciência
para companhia...
um vento arrastado de folhas
e troncos faz também seu caminho
iluminado por raios faiscantes
que não sei se nascem da terra
se do céu...
dilúvio na cidade
agruras nas calçadas avenidas
e ruas...
tudo brilha e reluz na sinfonia
natural de deuses divertidos
habituados por ver humanos
sofrer,
na perversão mágica do poder
dos governantes
que frio a frio
chuva a chuva inverno a inverno
se aliviam com a certeza
do vai passar...
pensamento em pensamento
reflexão em reflexão
num solilóquio hamletiano
vou-me interrogando
no ser ou não ser...
será mais ridículo sofrer
o vexame
da diversão dos deuses
ou a incúria dos homens ofuscados
pela futilidade do prazer do poder.
emílio casanova, in "A Alma das Palavras"
nesta noite de frio inverno
caminho apressado
sem destino certo...
interrogo-me se vou sozinho,
na pressa,
para não me molhar
balbucio palavras em surdina
chamando minha consciência
para companhia...
um vento arrastado de folhas
e troncos faz também seu caminho
iluminado por raios faiscantes
que não sei se nascem da terra
se do céu...
dilúvio na cidade
agruras nas calçadas avenidas
e ruas...
tudo brilha e reluz na sinfonia
natural de deuses divertidos
habituados por ver humanos
sofrer,
na perversão mágica do poder
dos governantes
que frio a frio
chuva a chuva inverno a inverno
se aliviam com a certeza
do vai passar...
pensamento em pensamento
reflexão em reflexão
num solilóquio hamletiano
vou-me interrogando
no ser ou não ser...
será mais ridículo sofrer
o vexame
da diversão dos deuses
ou a incúria dos homens ofuscados
pela futilidade do prazer do poder.
emílio casanova, in "A Alma das Palavras"
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