Fiz de tua estrela
a mais bela pipa do universo
liguei a ela meu coração
por um fio de cadarço,
subindo...descendo
em evolução...
cruzámos o espaço
desafiámos ventos e marés
navegámos a contento
do tempo
que conquistámos,
agora...quebrado o laço
na fragilidade
do baraço...
caídos os braços
refugiámo-nos em desafios
para outros braços,
cadarços
laços
que nos levam
à magia simples d'outro
amor...
emílio casanova, in "No jantar dos deuses"
sexta-feira, 6 de julho de 2012
terça-feira, 3 de julho de 2012
Na massa orgânica que nos suporta
que nos movimenta
que nos alimenta
de que matéria somos feitos ?
Qual a plumagem e que penas
cobrem o interior do nosso espírito ?
Como se usam as asas
que suportam nossa liberdade...
Do conhece-te a ti próprio
à sabedoria do silêncio
todos somos capazes
de construir nosso casulo
no desejo da esperança da metamorfose
que nos pode levar a voar...
na magia...na simplicidade...
no efémero ...
De que somos feitos ?
Porque mudamos ?
Não estaremos permanentemente
em transformação...
em conexão íntima com todos
os seres do universo...
no mundo cósmico global ?
Todos estaremos em todos
nenhum em individual
terra...sol...mar...céu
natureza...animais...
todos...e,
também tu e eu.
emílio casanova, in "No jantar dos deuses"
segunda-feira, 2 de julho de 2012
Copacabana
Acordei com o sol brincando
dançando
nos meus cabelos
na cama
senti seus longos dedos matinais
primaveris
acariciando meus olhos
sonolentamente preguiçosos
bocejei.
Decididamente larguei lençóis
e almofadas
sai para a calçada mais pisada da
badalada Copacabana...
Misturei-me com cariocas
apressados
em caminhar
caminhar por caminhar
muitos sem olhar
para a beleza do mar
como formigas em carreiros humanos
rotinados autómatos.
Belas ondas do mar ali
tão perto do olhar.
Passei por Drummond eternamente
sentado...na pedra
olhando sua cidade
passei por Dorival carregando seu violão
poeta e músico
se deliciaram com curvas belas
das moças belas
da princezinha do mar...
Levantei meu olhar ao Pão d’Açúcar
invocando deuses e Iemanjá
lamentei ali a vã ilusão humana ...
quando não temos
queremos...
quando temos não vemos...
Copa bela Copacabana...
sítio
património dos humanos.
Emílio Casanova, in "Coisas do Coração"
Acordei com o sol brincando
dançando
nos meus cabelos
na cama
senti seus longos dedos matinais
primaveris
acariciando meus olhos
sonolentamente preguiçosos
bocejei.
Decididamente larguei lençóis
e almofadas
sai para a calçada mais pisada da
badalada Copacabana...
Misturei-me com cariocas
apressados
em caminhar
caminhar por caminhar
muitos sem olhar
para a beleza do mar
como formigas em carreiros humanos
rotinados autómatos.
Belas ondas do mar ali
tão perto do olhar.
Passei por Drummond eternamente
sentado...na pedra
olhando sua cidade
passei por Dorival carregando seu violão
poeta e músico
se deliciaram com curvas belas
das moças belas
da princezinha do mar...
Levantei meu olhar ao Pão d’Açúcar
invocando deuses e Iemanjá
lamentei ali a vã ilusão humana ...
quando não temos
queremos...
quando temos não vemos...
Copa bela Copacabana...
sítio
património dos humanos.
Emílio Casanova, in "Coisas do Coração"
Estou estranho...
não sei
que se passa...
desilusão quase
completa...
nada que me
cerca
me conforta...
vejo...
oiço...
tudo e nada
vejo...
o que oiço
nada me diz...
calo
insumo elementos
de meu pensamento
no egoísmo
consumista que
me anestesia...
parto
fico
resto
em humanos
restos
até quando...
fazes-me falta...
emílio casanova, in "no jantar dos deuses"
não sei
que se passa...
desilusão quase
completa...
nada que me
cerca
me conforta...
vejo...
oiço...
tudo e nada
vejo...
o que oiço
nada me diz...
calo
insumo elementos
de meu pensamento
no egoísmo
consumista que
me anestesia...
parto
fico
resto
em humanos
restos
até quando...
fazes-me falta...
emílio casanova, in "no jantar dos deuses"
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