Um Sítio...Joaquim Vairinhos

Um Sítio...Joaquim Vairinhos
Poesia, Prosa e Música.

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Jubi Léo


E quando Jubi armado em lorde
munido dos classificados
do Globo
arribou ao número Sete
da Princesa Isabel
na busca de conforto
numa menina quase mulher
deparou-se-lhe
negão Léo
menina em cima monstrão por baixo...
Pensou Jubi : que bem que a
monarquia se comportou
neste novo mundo de riquezas
imensas e grandiosas...
Da menina quase mulher
gozou todo o prazer.

Grande Jubi quase lorde
esquecido pela rainha
mas entronado pela quase
menina gritou :
Viva o Jubi Léo.

Emílio casanova
No repouso do corpo na polpa dos dedos
uma felicidade me invade
faz fluir calor de sol raptado
num interior pleno de paixões
amores seduções ódios indecisões
sentimentos furtados.

São pardais saltitantes sem canto
rodopiando em consoantes e vogais.
Constroem nos labirintos amálgamas
de versos cobertos de palavras necessárias.

Redescobrem-se na impenetrável estrutura
semântica da densidade absoluta do meu ser.

Voam para murais na vontade incessante
de dizer presente na partilha das redes sociais.
Assim crescem meus versos feitos sem destino
percorrendo rostos e rostos fazendo seu caminho.

emílio casanova

domingo, 29 de abril de 2012









Na casa dos ventos
onde moram as aves
encontrei nas nuvens
mensagens em espiral

nunca me disseram 
o que contavam...
cá para mim era magia

talvez numa sala
onde guardavam
os suspiros de amor
ou quem sabe
lágrimas da dor
de amor

ainda hoje me interrogo
para onde vão todos
os amores
os conseguidos
os perdidos

e para onde vão as lágrimas
de amor

há quem diga
que vão para o mar
outros dizem
que regam lindas orquídeas

penso que quando escorrem
pela face
deixam sinais que marcam
rugas na alma

procuram levar ao coração
momentos diversos
de calma
de paz
para descanso
das paixões.

emílio casanova

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Quando parei no stop
nunca pensei entrar em
choque
teus olhos deitavam
mar
num verde de sol
sorriste no vermelho
dos teus lábios
inverteste-me
numa contramão
apressada
segui-te
pura ilusão...
foi sorriso...só sorriso
mais nada
teu olhar
verde azul
do mar...
foi um voo
de pássaro
que me apeteceu
agarrar...abraçar...

emílio casanova
encontro com café
tendo cravo no centro
palavras
para que as quero
se não as ouvem
nem lêem 
estão fora do alcance
em miopias de fins de
tarde
madrugadas esqueceram
nas páginas dos dias
em ilusões de riqueza
engarrafadas
nos salões de passos
perdidos
regados em licores
doces de mordomias
sim e agora
para que servem 
os dias
sem auroras sem letras
esquecidas
nas livrarias nas bibliotecas
enterradas as vozes
voltamos para trás
olhando avós
perdidos nas memórias...

joaquim vairinhos, in..."as pedras das palavras..."...
Mar...sol...ar ardente
nos nevoeiros da
madrugada
desertos avançam
na pequenez adormecida
gentes nas verdes
esperanças geladas
calam...consentem
no ranger de dentes
famintos de amor que
não chega às veias

sonhos em ruínas
cavam metamorfoses
de velhos jovens
areias aproximam-se
em ondas de negras espumas
na frigidez agonizante

sol minguante em vales
de ventos ausentes
fenece nas profundezas
seres de dores presentes
alimentam luas crescentes
de solidão

carícias de amores fortuitos
procuram planícies
em alimentos de pedras
florescentes nos dias passados
presentes sem verdes futuros

dunas de cansaço
avançam nos galopes
desenfreados de medos
soterrados por décadas
de ilusão

caminhos do sem fim
amores ausentes
terminam no mar
de solidão refulgindo cinzas
em olhares tristes
de qualquer paixão

emílio casanova, in..."nas pedras das palavras..."