segunda-feira, 14 de maio de 2012
domingo, 29 de abril de 2012
Na casa dos ventos
onde moram as aves
encontrei nas nuvens
mensagens em espiral
nunca me disseram
o que contavam...
cá para mim era magia
talvez numa sala
onde guardavam
os suspiros de amor
ou quem sabe
lágrimas da dor
de amor
ainda hoje me interrogo
para onde vão todos
os amores
os conseguidos
os perdidos
e para onde vão as lágrimas
de amor
há quem diga
que vão para o mar
outros dizem
que regam lindas orquídeas
penso que quando escorrem
pela face
deixam sinais que marcam
rugas na alma
procuram levar ao coração
momentos diversos
de calma
de paz
para descanso
das paixões.
emílio casanova
quinta-feira, 26 de abril de 2012
Quando parei no stop
nunca pensei entrar em
choque
teus olhos deitavam
mar
num verde de sol
sorriste no vermelho
dos teus lábios
inverteste-me
numa contramão
apressada
segui-te
pura ilusão...
foi sorriso...só sorriso
mais nada
teu olhar
verde azul
do mar...
foi um voo
de pássaro
que me apeteceu
agarrar...abraçar...
emílio casanova
encontro com café
tendo cravo no centro
palavras
para que as quero
se não as ouvem
nem lêem
estão fora do alcance
em miopias de fins de
tarde
madrugadas esqueceram
nas páginas dos dias
em ilusões de riqueza
engarrafadas
nos salões de passos
perdidos
regados em licores
doces de mordomias
sim e agora
para que servem
os dias
sem auroras sem letras
esquecidas
nas livrarias nas bibliotecas
enterradas as vozes
voltamos para trás
olhando avós
perdidos nas memórias...
joaquim vairinhos, in..."as pedras das palavras..."...
Mar...sol...ar ardente
nos nevoeiros da
madrugada
desertos avançam
na pequenez adormecida
gentes nas verdes
esperanças geladas
calam...consentem
no ranger de dentes
famintos de amor que
não chega às veias
sonhos em ruínas
cavam metamorfoses
de velhos jovens
areias aproximam-se
em ondas de negras espumas
na frigidez agonizante
sol minguante em vales
de ventos ausentes
fenece nas profundezas
seres de dores presentes
alimentam luas crescentes
de solidão
carícias de amores fortuitos
procuram planícies
em alimentos de pedras
florescentes nos dias passados
presentes sem verdes futuros
dunas de cansaço
avançam nos galopes
desenfreados de medos
soterrados por décadas
de ilusão
caminhos do sem fim
amores ausentes
terminam no mar
de solidão refulgindo cinzas
em olhares tristes
de qualquer paixão
emílio casanova, in..."nas pedras das palavras..."
nos nevoeiros da
madrugada
desertos avançam
na pequenez adormecida
gentes nas verdes
esperanças geladas
calam...consentem
no ranger de dentes
famintos de amor que
não chega às veias
sonhos em ruínas
cavam metamorfoses
de velhos jovens
areias aproximam-se
em ondas de negras espumas
na frigidez agonizante
sol minguante em vales
de ventos ausentes
fenece nas profundezas
seres de dores presentes
alimentam luas crescentes
de solidão
carícias de amores fortuitos
procuram planícies
em alimentos de pedras
florescentes nos dias passados
presentes sem verdes futuros
dunas de cansaço
avançam nos galopes
desenfreados de medos
soterrados por décadas
de ilusão
caminhos do sem fim
amores ausentes
terminam no mar
de solidão refulgindo cinzas
em olhares tristes
de qualquer paixão
emílio casanova, in..."nas pedras das palavras..."
Cântico em dialogo
meu amor sinto teu cheiro
do vale de teus seios alvos
sequiosos
passo meus dedos
nas gotículas de suor de teu calor
inscrevendo um traço de prazer
unindo em fogo
teus arcos
que dobram mamilos
endurecidos
advinho
pelo furor de não me teres
suspiras longa
e ternamente na busca
do desejo guardado
sedenta...
carente...
saudosa...
silenciosamente acariciando
belo corpo resguardado
sempre latente
sempre vivo
quando vens
quando me aqueces
quando me abraças
quando me adormeces
quero-te em mim
não me aguento assim sem te ter
porque me fazes de prazer sofrer
meu homem
para quem me guardo
no recanto do meu resguardo
não sei mais que fazer
sonhar com tua pele
com teu cheiro
com teu sexo que me quer
suplico-te
diz-me por onde queres que eu vá
caminha na minha direção
não quero estar sempre
nesta aflição
mesmo quando te ausentas de mim
meu amor meu amor
desabafo do meu coração
que me definha sem teu
sem tua paixão
sem teus ais
que queres fazer de mim
se sabes que sou assim
quente e ansiosa pelo teu amor
sonho com tuas imagens
teus suspiros
tua ânsia
tua paixão meu amor
adoro teu rosto
quando te visitam orgasmos
memorizo-te para mais tarde me embalar
me acariciar
na minha mente surge
muitas vezes teu corpo nu
na minha frente
como a imagem da deusa infinita
eterna do amor
adoro tuas colunas
quando te voltas
de costas
te ofereces em manjar para mim
qual dádiva de deuses
num prazer sem fim
uso-te a teu prazer
uso-te para o meu
nesta simbiose de entregas
gozo nas tuas entranhas
mesmo em todas aquelas
mais estranhas
para atingir
o pleno sagrado
contido na taça do teu corpo
por ti me presenteado
quando vens
adoro teu cheiro
adoro teus cabelos húmidos
sou sensível
tu sabes
estou plena de paixão
desejando por ti
muito
teus seios estão cheios
teus mamilos duros
de anseios
teu ventre ondula como seara madura
agitada pelo vento da paixão
conheces cada centímetro
do meu corpo
conheces cada desejo
cada vontade de minha alma
consegues me descortinar
mesmo sem estar perto de ti
adoro
quando fazes de mim
teu templo
entras e sais
quando bem entendes
em oração profana
na liberdade da comunhão
meu amor
quero te tanto
tuas palavras têm dedos
mãos língua e sexo
meu adorado
não sei viver sem ti
estás em mim
adorei tua poesia
ela incendiou-me com seus versos
tua poesia tem calor
alma e sedução
ressuscita-me para a vida
Emílio Casanova, in “Cânticos de Paixão”
meu amor sinto teu cheiro
do vale de teus seios alvos
sequiosos
passo meus dedos
nas gotículas de suor de teu calor
inscrevendo um traço de prazer
unindo em fogo
teus arcos
que dobram mamilos
endurecidos
advinho
pelo furor de não me teres
suspiras longa
e ternamente na busca
do desejo guardado
sedenta...
carente...
saudosa...
silenciosamente acariciando
belo corpo resguardado
sempre latente
sempre vivo
quando vens
quando me aqueces
quando me abraças
quando me adormeces
quero-te em mim
não me aguento assim sem te ter
porque me fazes de prazer sofrer
meu homem
para quem me guardo
no recanto do meu resguardo
não sei mais que fazer
sonhar com tua pele
com teu cheiro
com teu sexo que me quer
suplico-te
diz-me por onde queres que eu vá
caminha na minha direção
não quero estar sempre
nesta aflição
mesmo quando te ausentas de mim
meu amor meu amor
desabafo do meu coração
que me definha sem teu
sem tua paixão
sem teus ais
que queres fazer de mim
se sabes que sou assim
quente e ansiosa pelo teu amor
sonho com tuas imagens
teus suspiros
tua ânsia
tua paixão meu amor
adoro teu rosto
quando te visitam orgasmos
memorizo-te para mais tarde me embalar
me acariciar
na minha mente surge
muitas vezes teu corpo nu
na minha frente
como a imagem da deusa infinita
eterna do amor
adoro tuas colunas
quando te voltas
de costas
te ofereces em manjar para mim
qual dádiva de deuses
num prazer sem fim
uso-te a teu prazer
uso-te para o meu
nesta simbiose de entregas
gozo nas tuas entranhas
mesmo em todas aquelas
mais estranhas
para atingir
o pleno sagrado
contido na taça do teu corpo
por ti me presenteado
quando vens
adoro teu cheiro
adoro teus cabelos húmidos
sou sensível
tu sabes
estou plena de paixão
desejando por ti
muito
teus seios estão cheios
teus mamilos duros
de anseios
teu ventre ondula como seara madura
agitada pelo vento da paixão
conheces cada centímetro
do meu corpo
conheces cada desejo
cada vontade de minha alma
consegues me descortinar
mesmo sem estar perto de ti
adoro
quando fazes de mim
teu templo
entras e sais
quando bem entendes
em oração profana
na liberdade da comunhão
meu amor
quero te tanto
tuas palavras têm dedos
mãos língua e sexo
meu adorado
não sei viver sem ti
estás em mim
adorei tua poesia
ela incendiou-me com seus versos
tua poesia tem calor
alma e sedução
ressuscita-me para a vida
Emílio Casanova, in “Cânticos de Paixão”
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