domingo, 15 de abril de 2012
Teu rosto com madeixas caídas
de teu cabelo despenteado
lembrava lua branca
com nuvens esvoaçando
como andorinhas brancas
na primavera namorando.
Teu nome
tem sorrisos de criança
pende do teu corpo
graça e elegância grega
esculpida
no mármore branco
em marcas verdes do infinito
virgem da eternidade.
Meu vermelho sangue agita-se
em veias estreitas
na busca da liberdade
infinita dos amantes.
Corre por atalhos rudes
marcados pelas cinzas
sem luzes
casados com as estrelas.
Acelerado na busca
dos raios da esperança
e do sol no reino do amor
segui a estrela bela
iluminando minha fonte
brotando dos cimos dos montes.
Corri campos ondulados
atravessei ribeiros estreitos
rios suaves
desaguei no ventre do teu mar
minha terra doce
alva e florida
paraíso de magia que me liberta
dos grilhões da agonia.
Em paz fiquei nos braços de Afrodite
que me esperava sonhando ternamente
como seu amante
de sempre.
Emílio Casanova, in "Maria"
de teu cabelo despenteado
lembrava lua branca
com nuvens esvoaçando
como andorinhas brancas
na primavera namorando.
Teu nome
tem sorrisos de criança
pende do teu corpo
graça e elegância grega
esculpida
no mármore branco
em marcas verdes do infinito
virgem da eternidade.
Meu vermelho sangue agita-se
em veias estreitas
na busca da liberdade
infinita dos amantes.
Corre por atalhos rudes
marcados pelas cinzas
sem luzes
casados com as estrelas.
Acelerado na busca
dos raios da esperança
e do sol no reino do amor
segui a estrela bela
iluminando minha fonte
brotando dos cimos dos montes.
Corri campos ondulados
atravessei ribeiros estreitos
rios suaves
desaguei no ventre do teu mar
minha terra doce
alva e florida
paraíso de magia que me liberta
dos grilhões da agonia.
Em paz fiquei nos braços de Afrodite
que me esperava sonhando ternamente
como seu amante
de sempre.
Emílio Casanova, in "Maria"
sábado, 14 de abril de 2012
Outros horizontes
Na encosta diminuta e suave
que avisto de minha casa
segue a estreita estrada
marcada pelas oliveiras
cobertas de brilhantes frutos negros
que mais tarde iluminam
nossos corpos e nossas almas
vejo meus amigos
elegantemente vestidos de negro
como sempre com sua gravata colorida
seus bicos laranja se destacam
debicando na terra escura
esverdeada coberta de frutos
revoam chilreando
na passagem da velha camioneta
desafiando crianças compenetradas
a caminho da escola
que a hora silenciosa comanda
os melros sabem
as janelas já se abriram
gatos espreguiçando-se nos parapeitos
espreitam a criançada
o sol sabe que os anima
dos vidros da minha janela observo
este bucolismo e silêncio a que pertenço
do café na cozinha vem o cheiro
distinto envolto em fumos
de curvas esculturais que me associam
a momentos quentes
de tempos tropicais
de calores asfixiantes
reconfortantes e sensuais
sabor na boca pensamentos na mente
de café em café me transporto
para outros horizontes
outras gentes
que amo…que amarei eternamente.
emílio casanova, in "Quotidianos Poéticos"
Na encosta diminuta e suave
que avisto de minha casa
segue a estreita estrada
marcada pelas oliveiras
cobertas de brilhantes frutos negros
que mais tarde iluminam
nossos corpos e nossas almas
vejo meus amigos
elegantemente vestidos de negro
como sempre com sua gravata colorida
seus bicos laranja se destacam
debicando na terra escura
esverdeada coberta de frutos
revoam chilreando
na passagem da velha camioneta
desafiando crianças compenetradas
a caminho da escola
que a hora silenciosa comanda
os melros sabem
as janelas já se abriram
gatos espreguiçando-se nos parapeitos
espreitam a criançada
o sol sabe que os anima
dos vidros da minha janela observo
este bucolismo e silêncio a que pertenço
do café na cozinha vem o cheiro
distinto envolto em fumos
de curvas esculturais que me associam
a momentos quentes
de tempos tropicais
de calores asfixiantes
reconfortantes e sensuais
sabor na boca pensamentos na mente
de café em café me transporto
para outros horizontes
outras gentes
que amo…que amarei eternamente.
emílio casanova, in "Quotidianos Poéticos"
sexta-feira, 13 de abril de 2012
...
Ouvi agora
algures nas news
hoje treze
sexta
dia internacional do beijo
como assim...
internacional o beijo
beijo o internacional
qual quê...
beijo é particular
beijo é nosso
beijo não tem tempo
beijo é o momento
beijo não despede
beijo não chega
beijo é beijo
beijo é a delícia da prova
que aproxima a alma
que a renova
beijo não tem dia
muito menos internacional
beijo é nosso
popular
local
beijo vive
em lábios doces
abre caminhos
não tem idade
não tem história
sobrevive
à memória.
emílio casanova, in "Quotidianos Poéticos"
Ouvi agora
algures nas news
hoje treze
sexta
dia internacional do beijo
como assim...
internacional o beijo
beijo o internacional
qual quê...
beijo é particular
beijo é nosso
beijo não tem tempo
beijo é o momento
beijo não despede
beijo não chega
beijo é beijo
beijo é a delícia da prova
que aproxima a alma
que a renova
beijo não tem dia
muito menos internacional
beijo é nosso
popular
local
beijo vive
em lábios doces
abre caminhos
não tem idade
não tem história
sobrevive
à memória.
emílio casanova, in "Quotidianos Poéticos"
Meu chão
procuro meu chão na poesia
as raízes duma civilização
tomaram conta
do meu lugar
quero a inteligência das pedras
que me viram crescer
das plantas que cuidei
das amizades que reguei
ofuscaram minha visão
com novos muros em construção
casas vejo que não via
onde estão caminhos que percorri
vejo-os nos novos
como se lá estivessem
sobrepostos
as hortas e seus pomares
ficaram nas sombras
de novos sabores
novos cheiros
restas nas rugas da minha mente
nas artérias do meu pensamento
vives comigo
mas já não existes
meu chão.
emílio casanova, in "Quotidianos Poéticos"
procuro meu chão na poesia
as raízes duma civilização
tomaram conta
do meu lugar
quero a inteligência das pedras
que me viram crescer
das plantas que cuidei
das amizades que reguei
ofuscaram minha visão
com novos muros em construção
casas vejo que não via
onde estão caminhos que percorri
vejo-os nos novos
como se lá estivessem
sobrepostos
as hortas e seus pomares
ficaram nas sombras
de novos sabores
novos cheiros
restas nas rugas da minha mente
nas artérias do meu pensamento
vives comigo
mas já não existes
meu chão.
emílio casanova, in "Quotidianos Poéticos"
sexta-feira, 6 de abril de 2012
Minha ânsia pela vida
faz-me dar passos
ao encontro da loucura,
lado a lado
tropeço...
enrolo...
ergo-me nas pontas
das asas...
em desequilíbrio perfeito
na plenitude do viver,
cordilheiras altivas
são minhas irmãs
acolhem águias
que deslizam pelos céus
em espirais
marcadas pela perfeição
da natureza,
paixão...amor...
são os frutos da alma,
loucos todos temos
um pouco...
felizmente... uns mais do que
outros.
emílio casanova, in "Maria"
faz-me dar passos
ao encontro da loucura,
lado a lado
tropeço...
enrolo...
ergo-me nas pontas
das asas...
em desequilíbrio perfeito
na plenitude do viver,
cordilheiras altivas
são minhas irmãs
acolhem águias
que deslizam pelos céus
em espirais
marcadas pela perfeição
da natureza,
paixão...amor...
são os frutos da alma,
loucos todos temos
um pouco...
felizmente... uns mais do que
outros.
emílio casanova, in "Maria"
Assinar:
Postagens (Atom)