chamo a manhã das flores
perdida no tempo
escorre o movimento
de aves
sem vento
pela brisa doce
sinto outono
que invade
memória renasce
contigo
na luz do dia
que nos aproxima
folhagens entrelaçadas
dançam em nossos
corpos
na terra madura
penetro hastes
de luz
dia acaba de nascer
nas águas
da baía
brilhando paraíso
na ilha
emílio casanova, in "Ilha de Paquetá"
segunda-feira, 2 de abril de 2012
domingo, 1 de abril de 2012
preso o pássaro
para que não me saia
da garganta
mastigo o feijão
abraçado no arroz
numa condenação
eterna
que me leva
ao sinal da cruz
dia meses anos
num mundo em mudança
engulo os enganos
sem mudança
morro na esquina
na esperança do futuro
porque só eterno
me livro...desta
mediania
emílio casanova, in "Quotidianos Poéticos"
para que não me saia
da garganta
mastigo o feijão
abraçado no arroz
numa condenação
eterna
que me leva
ao sinal da cruz
dia meses anos
num mundo em mudança
engulo os enganos
sem mudança
morro na esquina
na esperança do futuro
porque só eterno
me livro...desta
mediania
emílio casanova, in "Quotidianos Poéticos"
sábado, 31 de março de 2012
Poesia não tem dono
não vai na procissão
é como animal selvagem
move-se descalça na floresta
sem guarda
esconde-se na folhagem
furtiva
no fim do dia
poesia amadurece nos raios da lua
animal solitário
caminha vezes e vezes
com amor
outras com ironia
muita, com dor
poesia adora andar nua
nas multidões
penetrar nos poros
na boca
nos olhos
regista recordações
para que serve na nossa vida
se não para isso
dar alegria
em cada dia.
emílio casanova, in "Quotidianos Poéticos"
não vai na procissão
é como animal selvagem
move-se descalça na floresta
sem guarda
esconde-se na folhagem
furtiva
no fim do dia
poesia amadurece nos raios da lua
animal solitário
caminha vezes e vezes
com amor
outras com ironia
muita, com dor
poesia adora andar nua
nas multidões
penetrar nos poros
na boca
nos olhos
regista recordações
para que serve na nossa vida
se não para isso
dar alegria
em cada dia.
emílio casanova, in "Quotidianos Poéticos"
Como é bom ser ridículo
não existe nada melhor do que o ridículo
para mim - sou eu
o ridículo pode rir de si
pode amar
sem cadeias nem barreiras
descontroladamente
chorar
berrar
descontraidamente
belo
rir até doer a pele
a barriga
a bexiga
poder sentir raiva a ponto de gritar
sentir ciúme
saudade
os certinhos
bonitinhos
mauricinhos convencionais
não quero
não, nunca mais
sabes - não se expõem
não são ridículos
mas são de mais
nunca sentem
a intensidade do ser
ridículo.
emilio casanova, in "Quotidianos Poéticos"
não existe nada melhor do que o ridículo
para mim - sou eu
o ridículo pode rir de si
pode amar
sem cadeias nem barreiras
descontroladamente
chorar
berrar
descontraidamente
belo
rir até doer a pele
a barriga
a bexiga
poder sentir raiva a ponto de gritar
sentir ciúme
saudade
os certinhos
bonitinhos
mauricinhos convencionais
não quero
não, nunca mais
sabes - não se expõem
não são ridículos
mas são de mais
nunca sentem
a intensidade do ser
ridículo.
emilio casanova, in "Quotidianos Poéticos"
Neste lugar...
Neste lugar onde me sento
vejo o mar...ali
três palmeiras ao lado
mágica tamarineira em frente
cheiro fresco da brisa
meu olhar sempre igual
fascinado
luz cinza...cinzenta...azul
ondula
recorta linhas de montanha
dizem que é o dedo de Deus
por mim, acho que é dedo
de não me chateiem
harmonia total
luz...mar...serra
palmeiras...aves...tamarineira
pensamento...palavra...poema
em trilogia relação
da natureza
da vida.
emílio casanova, in "Ilha de Paquetá"
Neste lugar onde me sento
vejo o mar...ali
três palmeiras ao lado
mágica tamarineira em frente
cheiro fresco da brisa
meu olhar sempre igual
fascinado
luz cinza...cinzenta...azul
ondula
recorta linhas de montanha
dizem que é o dedo de Deus
por mim, acho que é dedo
de não me chateiem
harmonia total
luz...mar...serra
palmeiras...aves...tamarineira
pensamento...palavra...poema
em trilogia relação
da natureza
da vida.
emílio casanova, in "Ilha de Paquetá"
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