...Quanta terra...quanta terra
...meu Deus
...ela tinha
...era da cabeça aos pés
...meu Deus.
...Ela tinha.
...O que Deus não tinha...
emílio casanova, in "Maria"
sábado, 31 de março de 2012
Poesia não tem dono
não vai na procissão
é como animal selvagem
move-se descalça na floresta
sem guarda
esconde-se na folhagem
furtiva
no fim do dia
poesia amadurece nos raios da lua
animal solitário
caminha vezes e vezes
com amor
outras com ironia
muita, com dor
poesia adora andar nua
nas multidões
penetrar nos poros
na boca
nos olhos
regista recordações
para que serve na nossa vida
se não para isso
dar alegria
em cada dia.
emílio casanova, in "Quotidianos Poéticos"
não vai na procissão
é como animal selvagem
move-se descalça na floresta
sem guarda
esconde-se na folhagem
furtiva
no fim do dia
poesia amadurece nos raios da lua
animal solitário
caminha vezes e vezes
com amor
outras com ironia
muita, com dor
poesia adora andar nua
nas multidões
penetrar nos poros
na boca
nos olhos
regista recordações
para que serve na nossa vida
se não para isso
dar alegria
em cada dia.
emílio casanova, in "Quotidianos Poéticos"
Como é bom ser ridículo
não existe nada melhor do que o ridículo
para mim - sou eu
o ridículo pode rir de si
pode amar
sem cadeias nem barreiras
descontroladamente
chorar
berrar
descontraidamente
belo
rir até doer a pele
a barriga
a bexiga
poder sentir raiva a ponto de gritar
sentir ciúme
saudade
os certinhos
bonitinhos
mauricinhos convencionais
não quero
não, nunca mais
sabes - não se expõem
não são ridículos
mas são de mais
nunca sentem
a intensidade do ser
ridículo.
emilio casanova, in "Quotidianos Poéticos"
não existe nada melhor do que o ridículo
para mim - sou eu
o ridículo pode rir de si
pode amar
sem cadeias nem barreiras
descontroladamente
chorar
berrar
descontraidamente
belo
rir até doer a pele
a barriga
a bexiga
poder sentir raiva a ponto de gritar
sentir ciúme
saudade
os certinhos
bonitinhos
mauricinhos convencionais
não quero
não, nunca mais
sabes - não se expõem
não são ridículos
mas são de mais
nunca sentem
a intensidade do ser
ridículo.
emilio casanova, in "Quotidianos Poéticos"
Neste lugar...
Neste lugar onde me sento
vejo o mar...ali
três palmeiras ao lado
mágica tamarineira em frente
cheiro fresco da brisa
meu olhar sempre igual
fascinado
luz cinza...cinzenta...azul
ondula
recorta linhas de montanha
dizem que é o dedo de Deus
por mim, acho que é dedo
de não me chateiem
harmonia total
luz...mar...serra
palmeiras...aves...tamarineira
pensamento...palavra...poema
em trilogia relação
da natureza
da vida.
emílio casanova, in "Ilha de Paquetá"
Neste lugar onde me sento
vejo o mar...ali
três palmeiras ao lado
mágica tamarineira em frente
cheiro fresco da brisa
meu olhar sempre igual
fascinado
luz cinza...cinzenta...azul
ondula
recorta linhas de montanha
dizem que é o dedo de Deus
por mim, acho que é dedo
de não me chateiem
harmonia total
luz...mar...serra
palmeiras...aves...tamarineira
pensamento...palavra...poema
em trilogia relação
da natureza
da vida.
emílio casanova, in "Ilha de Paquetá"
terça-feira, 27 de março de 2012
Ao Poeta ...
Que tua força
te guarde
entre os ramos
do velho castanheiro
endurecido
pelas neves e golpes
de vento
que corta terra
rochas e lábios
numa serra
onde sobrevive.
Que tua paz
seja eterna
entre as alvas
nuvens cansadas de
acariciadas por sol
pálido morno
preguiçoso.
Que tua razão
te ilumine
no outono da vida
no seu fim de
tarde
para que tivesse
valido a pena
todas os caminhos
que trilhaste.
Que tua simpatia
perdure
no coração dos que
amaste
e que mores lá no
fundo do seu canto.
Que tuas palavras
poéticas que escreveste
sejam espelhos
de tua alma
para que todos
conheçam a pessoa
que és.
emílio Casanova, in "Quotidianos poéticos"
Que tua força
te guarde
entre os ramos
do velho castanheiro
endurecido
pelas neves e golpes
de vento
que corta terra
rochas e lábios
numa serra
onde sobrevive.
Que tua paz
seja eterna
entre as alvas
nuvens cansadas de
acariciadas por sol
pálido morno
preguiçoso.
Que tua razão
te ilumine
no outono da vida
no seu fim de
tarde
para que tivesse
valido a pena
todas os caminhos
que trilhaste.
Que tua simpatia
perdure
no coração dos que
amaste
e que mores lá no
fundo do seu canto.
Que tuas palavras
poéticas que escreveste
sejam espelhos
de tua alma
para que todos
conheçam a pessoa
que és.
emílio Casanova, in "Quotidianos poéticos"
domingo, 25 de março de 2012
Menina de Copacabana
Na areia uma toalha
ao lado havaianas
por cima quebra sol,
no seu corpo suado
dois círculos e um triângulo
tudo bem arrumado.
Na frente mar quadrado
na mão cilindro em skol
atrás muito olhar pasmado,
nos lábios cheios de sorrisos
promessas sem fim.
Nos olhos de farol
em vigia, morria o dia.
Domingo chegava ao fim.
emílio casanova
Na areia uma toalha
ao lado havaianas
por cima quebra sol,
no seu corpo suado
dois círculos e um triângulo
tudo bem arrumado.
Na frente mar quadrado
na mão cilindro em skol
atrás muito olhar pasmado,
nos lábios cheios de sorrisos
promessas sem fim.
Nos olhos de farol
em vigia, morria o dia.
Domingo chegava ao fim.
emílio casanova
Há pessoas que surgem
assim como se nasce
sem saber de onde
sem saber porquê,
acompanham-nos
vagueando parecendo
as fadinhas,
como Peter Pan.
De mansinho
vão penetrando
pelos poros da nossa pele
muitas vezes
sem compreendermos
a importância
que têm,
vão conquistando
um espaço que está livre
no nosso coração.
São persistentes
não desistem de chegar
à alma
buscam encontrar-se
na paz
da complementaridade
para abraçar
talvez, uma alma gémea
que existe...
sim,
existe na efemeridade
da nossa curta eternidade...
Bem hajas...
na fé sem dogmas
por me acompanhares
nas palavras
dos meus poemas.
Bem hajas..
Emílio Casanova, in "Maria"
assim como se nasce
sem saber de onde
sem saber porquê,
acompanham-nos
vagueando parecendo
as fadinhas,
como Peter Pan.
De mansinho
vão penetrando
pelos poros da nossa pele
muitas vezes
sem compreendermos
a importância
que têm,
vão conquistando
um espaço que está livre
no nosso coração.
São persistentes
não desistem de chegar
à alma
buscam encontrar-se
na paz
da complementaridade
para abraçar
talvez, uma alma gémea
que existe...
sim,
existe na efemeridade
da nossa curta eternidade...
Bem hajas...
na fé sem dogmas
por me acompanhares
nas palavras
dos meus poemas.
Bem hajas..
Emílio Casanova, in "Maria"
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