Um Sítio...Joaquim Vairinhos

Um Sítio...Joaquim Vairinhos
Poesia, Prosa e Música.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

ÊXTASE

Como desespero ao te procurar nos
aromas das corolas em grinaldas flores
de verdes plantas com cálices
lembrando tua bainha de orquídea
semi aberta esperando dengosa
encontro de lascivas delícias
fica em lua cheia meu desejo gotejante
que se arrasta por horas na longa madrugada
pela diferença temporal de auroras distintas
na espera de teu corpo se desnudar
e teus dedos mergulhar em gozo imaginado
sobem marés ao calor da visão
ampliado pelos primeiros raios
de sol nascente fundindo-se com aurora dormente
êxtase mística exalta sentimentos de alegria e prazer
um novo dia começa a nascer num profundo
horizonte de comunhão que desagua como rio
de mão para mão.

emílio casanova, in "Maria"
CAMINHOS


E agora por onde vou ?
Estrelas brilhantes encaminham
em noites frias de céu 
sem lua
escuro como bréu,
na floresta sombras
agigantam-se na corrente
das águas turvas do rio,
sei por onde não devo ir,
caminhos diversos
levam a lugares incertos,
é certo !
A decisão certa segue a intuição
faz-se o caminho traçado 
pelo coração.


Emílio Casanova
Quando busco uma definição
para o amor
fico sempre no meio caminho
entre o sentir
a memória
o querer
que sentimento este
que prende 
baixa ao nível do lençol
se eleva no sublime
limbo da magia
espaço da vida
onde sentimentos
dependentes do outro
atropelam prioridades
fundem prazeres
infinitos
quem és tu amor
que alimentas meu ser 
de dor e prazer
que me fazes sempre
voltar a querer.


emílio casanova

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Como seria morar na tua pele
pertencer-lhe
seres tu e eu
eu e tu
integrados num
sendo sempre dois em um
como seria ?
Às vezes me apetecia.

emílio casanova, in "Maria
"

domingo, 5 de fevereiro de 2012






EUROPA


Frio estende-se pela montanha gelada
arrasando a vaga trémula do mar
verdes florestas de pinho
flutuam em marés hirtas
num inverno contraditório
com fragilidade dum sol acobertado
em valores crispados de crise
na rigidez de ventos inconstantes
que sopram de gargantas profundas
carregadas de realidades frias
raios de sol espreitam
na madrugada sem esperança
de manhãs endividadas
tolhidas em rede de exploração
gérmen  de formas de revolta
na contradição

Emílio Casanova

sábado, 4 de fevereiro de 2012





Não sou o que pareço...
sou o ser que habita em mim
muitas vezes não me conheço...
porque sou o que os outros pensam
de mim...


emílio casanova


















Palavras de poemas
pensamentos presos de ideias
perdidas
perco-me
e como gosto de me encontrar
nas palavras que se perdem no ar
buscando-te entre aromas
que desvanecem no tempo
dos nossos momentos
é poesia recordar.

emílio casanova