Um Sítio...Joaquim Vairinhos

Um Sítio...Joaquim Vairinhos
Poesia, Prosa e Música.

domingo, 5 de fevereiro de 2012






EUROPA


Frio estende-se pela montanha gelada
arrasando a vaga trémula do mar
verdes florestas de pinho
flutuam em marés hirtas
num inverno contraditório
com fragilidade dum sol acobertado
em valores crispados de crise
na rigidez de ventos inconstantes
que sopram de gargantas profundas
carregadas de realidades frias
raios de sol espreitam
na madrugada sem esperança
de manhãs endividadas
tolhidas em rede de exploração
gérmen  de formas de revolta
na contradição

Emílio Casanova

sábado, 4 de fevereiro de 2012





Não sou o que pareço...
sou o ser que habita em mim
muitas vezes não me conheço...
porque sou o que os outros pensam
de mim...


emílio casanova


















Palavras de poemas
pensamentos presos de ideias
perdidas
perco-me
e como gosto de me encontrar
nas palavras que se perdem no ar
buscando-te entre aromas
que desvanecem no tempo
dos nossos momentos
é poesia recordar.

emílio casanova
Cresço no teu ventre
na cadência das noites
intensamente
sempre
geme morde grita
quero que o faças
com as unhas das asas
bem aguçadas
nas minhas costas
serás bendita
pelos teus prazeres
e pela paz que me dás.

emílio casanova

Foto- Literatura é Arte

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Quero que escrevas
no meu corpo
com teu corpo 
um poema de amor
vem comigo
para as margens da lagoa
onde eu vi namorados
enlaçados
esquecidos do tempo
e das gaivotas que voam
já sem luz do sol
na lua semi escura
brilharão meus olhos
de paixão
na servidão de teus amores
nas belas margens da lagoa. 

emílio casanova











Vi num instante mariposa
ondulante 
numa folha pousada
empurrada pelos novelos
de vento
de tão frágil me parecia
que de momento
me vieste à mente
quando ficaste escrava
do teu juramento
para sempre
mas era só uma mariposa
pequeno grão 
no espaço infinito
irmã nossa no efémero
da existência.

emílio casanova
De que és feita?
Surges da poeira do levante
Serás verdadeira?

Brilhas de alvura ao sol radiante

De tão efémera que és
Sem pétalas num instante
Cobres de manto branco
Teus pés

Alindas meu horizonte
Nevas na minha mente
Em frios invernais
Dás vida aos Algarves
Amendoeira
De paz

emílio casanova