Um Sítio...Joaquim Vairinhos

Um Sítio...Joaquim Vairinhos
Poesia, Prosa e Música.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

    • Cântico de Paixão 1


       Meu amor sinto teu cheiro.de dentro do vale dos teus seios alvos,
      sequiosos, passo meus dedos pelas gotículas de suor do teu calor,
       inscrevendo um traço de prazer, unindo em fogo teus arcos
      que dobram mamilos endurecidos.

      Sei meu amor que pelo furor de não me teres, suspiras
      longa e ternamente.na busca do desejo guardado,
      sequiosa, carente.saudosa, silenciosamente acarinhado teu corpo resguardado,
      mas sempre latente, sempre vivo.

      Quando vens.?.Quando me apertas.?  Quando me sugas ?
      Quando lambes minhas virilhas sequiosas ?
       Quero-te.em mim, não me aguento assim, sem te ter,
      Porque me fazes de prazer sofrer, meu homem
      para quem me guardo, no recanto do meu resguardo.
      Não sei mais que fazer, sonhar com tua pele, com teu cheiro,
      com teu sexo que me quer ?

      Suplico-te, diz-me.por onde queres que eu vá,
      caminha na minha direção,
      não quero estar sempre nesta aflição,
      mesmo quando tu te ausentas de mim.
      Meu amor, meu amor , desabafo do meu coração
      que me definha, sem teu coração...sem tua tesão....sem teus ais.

      Que queres fazer de mim....se sabes que sou assim,
      quente e ansiosa pelo teu amor.
      Sonho com tuas imagens teus suspiros.tua ânsia...
      tua paixão, meu amor.
      Adoro teu rosto quando te visitam teus orgasmos
      memorizo-te para mais tarde me embalar
      e me acariciar.
      Na minha mente surge-me muitas vezes teu corpo
      nu na minha frente,
      como a imagem da deusa infinita e eterna do amor.

      Adoro tuas colunas quando te voltas de costas
      e te ofereces em manjar para mim,
      qual dádiva de deuses num prazer sem fim.
      Uso-te a teu prazer, uso-te para o meu,
      nesta simbiose de entregas gozo nas tuas entranhas
      mesmo em todas aquelas mais estranhas para atingir
      o pleno sagrado contido na taça do teu corpo e por ti me presenteado.

      Quando vens,  adoro o teu cheiro,
      adoro teus cabelos húmidos, sou sensível..tu sabes..
      estou cheia de paixão..e desejo por ti. Muito.

      Teus peitos estão cheios e teus mamilos duros,
      teu ventre ondula como seara madura
      agitada pelo vento da paixão.
       Hummmm. conheces cada centímetro do meu corpo
      conheces cada desejo, cada vontade da minha alma,
      consegues me ver..mesmo sem estar aqui.

      Tu fazes do meu corpo, teu templo
      entras e sais quando bem entendes.
      Meu amor, eu te quero tanto, tuas palavras têm dedos,
      mãos.língua e sexo.
      Meu adorado não sei viver sem ti. Estás em mim..

      Adorei tua poesia.
      Ela incendiou-me com seus versos.
      Tua poesia é viva.
      Meu adorado.

      Emílio Casanova, in “Cânticos de Paixão”



  • Saudades de amor
    são pedaços de dor
    que não desejo a ninguém.

    Um grande amor
    com quantas dores cresce ?
    Todas as que fazem
    amar alguém.

    Amei, sofri, desejei .
    Parti ao encontro
    num futuro passado
    feito presente,
    sei que te acho
    nem que seja num sopro
    da curva do vento.

    Chegarei sem embaraço
    ao mundo do teu coração,
    no instinto veloz
    de quem anseia,
    cruzarei terra mar céu,
    alargando meu abraço
    num desejo que quero
    só teu e meu.

    Emílio Casanova






    Desci ao centro da cidade na manhã fria
    para tratar das quotidianas realidades.
    Vi rostos enregelados com ar apressado,
    sem tempo de conversas de amigo.
    Como mudou a minha cidade
    feita de tempos sem tempo
    para a cavaqueira do riso,
    do dichote, da anedota, da história imaginária
    que entretinha as horas do nada fazer.
    Na procura do almoço pelas horas da crise
    aportei à tasca do Analide, dos petiscos
    apaladados a poucos euros a dose.
    Atirei-me prazeroso a uma cabidela
    de galinha da serra.
    Sentado na comunidade de mesas corridas,
    juntos na afinidade de belos petiscos,
    saborosas comidas, metemos conversa
    com ocasionais amigos.
    Surge a cada garfada a análise da vida,
    dificuldades anunciadas, malfadadas,
    governantes bem intencionados
    de projetos longe das ruas,
    das tascas, da quotidiana realidade.
    Conversa que vai... das palavras
    que voltam, surgem filosóficas
    especulações do dia, das políticas,
    da saúde, das finanças.
    Surpreendentes análises de
    iletrados, na rua e nos campos formados.
    Fascinam-me pelos ajuizados
    conceitos construídos na partilha
    da experiência com as peripécias
    da vida.
    Sabes, enquanto o homem respeitou
    a natureza, seus ciclos, suas regras
    lucro não era deus.
    Governávamos nossos dias,
    nossas casas e família.
    Sabes, quando me atropelaram,
    atirando na valeta, restei
    morto, nesse estado estive
    sem sentir dor qualquer,
    sem ouvir, sem nada dizer,
    num silêncio absoluto de prazer.
    Sabes, quando no hospital
    acordei, feliz fiquei. Tempo curto
    essa felicidade invadida pela dor
    e desespero.
    Ainda hoje recordo com saudade,
    apagão
    que me levou até à eternidade.
    Chegados aos cafés cada qual
    vai pelo seu lado com a certeza
    da agradável sintonia entre
    doutores, camponeses e assalariados
    pela excelente companhia num tradicional
    almoço servido com muita filosofia.

    emílio casanova

    quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

    Nas costas carregamos amor...
    alegria de criança....
    carregamos lembranças
    prendas de afeto
    qual pai natal
    que somos.
    É nos olhos
    que espelhamos
    nossos desamores,
    tristezas,
    nossos desencontros.
    Quero levar-te nas minhas costas
    voando sem fim
    para outros mundos,
    sempre bem
    juntinha a mim. T
    eu corpo no meu.

    emílio casanova, in "Afrodite"
    Papéis...

    Papéis me transformam
    em burocrata ambulante
    música e vídeos
    me distraem.
    Papéis,
    grandes inimigos da criatividade
    evitam felicidade.
    Parar de trabalhar
    vou,
    ser feliz.
    Papel me põe insensível
    deixa cheiro
    olhos vermelhos,
    que horror,
    narinas com alergia
    lábios secos
    por todo o dia.
    Credo, de papéis
    farto estou.
    Papel burocrata
    em bichinho de papel
    me transformou.

    emílio casanova

    quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

    QUANDO OLHO TUA FOTO
    MEUS DEDOS AJEITAM TEUS CABELOS
    DOCEMENTE
    MEUS OLHOS ADMIRAM AS CURVAS SUAVES DO TEU ROSTO
    COM MEUS DEDOS
    SUAVEMENTE PASSO PELOS TEUS LÁBIOS
    COM MEIGUICE
    APERTO CARINHOSAMENTE
    TUA FACE
    BEIJO TEUS LÁBIOS COM SENTIMENTO
    LENTAMENTE
    ASPIRANDO TUA ALMA
    PARA ETERNIZAR O MOMENTO.

    emilio casanova , in "AFRODITE"
    ESPEREI ANSIOSO PELA TUA CHEGADA,
    AGUARDAVA CONTANDO OS MINUTOS
    ACHAVA QUE ERA IMPORTANTE
    ESTAR CONTIGO ANTES DA PARTIDA,
    IMPREVISTA POR NÃO DESEJADA.
    QUANDO ME OLHASTE NÃO VI
    REFLEXOS EM TEUS OLHOS
    QUE INDICIASSEM O QUE ACONTECEU,
    CONVERSÁMOS COMO AMIGOS BONS,
    PALAVRAS, MUITAS DE CIRCUNSTÂNCIA.
    NO MOMENTO DA SAÍDA ABRACEI-TE,
    BEIJEI-TE COM CARINHO E DEFERÊNCIA
    NA ESPERANÇA DE UM REGRESSO BREVE,
    NESSE INSTANTE SENTI EM SOBRESSALTO
    QUE TUA MÃO ANSIOSA ME PROCURAVA
    NA VONTADE DE MEU SEXO MIMAR,
    INESPERADA A TUA OUSADIA,
    LEVOU-ME PARA A SATISFAÇÃO
    DE UM DESEJO QUE SENTI EM TI
    COM PRAZER EM MIM.
    SOFREGAMENTE ME SEDUZISTE
    DEIXANDO O PRAZER AFLORAR
    NUMA TESÃO REPENTINA QUE
    DESABROCHOU NUMA EXPLOSÃO
    SEM CONTRAPARTIDA,
    FICANDO PARA OUTRA OCASIÃO,
    CERTAMENTE DESEJADA, SUA
    CONCLUSÃO.

    emílio casanova, in "AFRODITES"