Afrodite
Teu rosto com madeixas caídas de teu cabelo despenteado
lembrava lua branca com nuvens esvoaçando como
andorinhas brancas na primavera namorando.
Teu nome tem sorrisos de criança e pende do teu corpo
a graça e a elegância grega esculpida no mármore branco
para toda a vida nos verdes que marcam o infinito
virgem da eternidade.
Meu vermelho sangue agita-se em veias estreitas
na busca da liberdade infinita dos amantes
correndo por atalhos rudes sem luzes marcados pelas cinzas,
acelerado na busca dos raios da esperança, casados
com as estrelas e o sol no reino do amor.
Segui a estrela bela iluminando minha fonte
brotando dos cimos dos montes corri campos ondulados
atravessei ribeiros estreitos rios suaves
desaguei no ventre do teu mar, minha terra doce
alva e florida, paraíso de magia que me liberta
dos grilhões da agonia.
Em paz fiquei nos braços de Afrodite que me esperava
sonhando ternamente como seu amante,
de sempre.
joaquim vairinhos, in "AFRODITE"
quinta-feira, 5 de janeiro de 2012
(...aperto tua cintura contra mim...
... na busca de ti...
... encontro teu calor...
... desejoso, ansiando...
... amor...
... imaginei-te na terra...
... de uma seara loura...
... encantada...
... onde florescem lírios...
... cheiros e sabores... ... que alimentam amores...
... nua... tinhas rosas...
... como almofada...
... cravos como colchão...
... tinhas-me todo...
... na tua mão...
... procurei...nas espigas...
... dos teus seios...
... descansar minhas fadigas...
... adormecendo em teus enleios...
... eterneci...)
emílio casanova, in "AFRODITE"
... na busca de ti...
... encontro teu calor...
... desejoso, ansiando...
... amor...
... imaginei-te na terra...
... de uma seara loura...
... encantada...
... onde florescem lírios...
... cheiros e sabores... ... que alimentam amores...
... nua... tinhas rosas...
... como almofada...
... cravos como colchão...
... tinhas-me todo...
... na tua mão...
... procurei...nas espigas...
... dos teus seios...
... descansar minhas fadigas...
... adormecendo em teus enleios...
... eterneci...)
emílio casanova, in "AFRODITE"
Ah como estás bela minha amiga
com esse teu vestido branco de pomba
Ah como brilham teus olhos buscando os meus
oh amado belo que me fazes sonhar
como é doce teu amar
oh como a nossa cama é suave entre a ramagem
dos pinheiros da nossa casa
Ah minha amada como perfumas meu coração
emílio casanova, in "Um Cântico"
com esse teu vestido branco de pomba
Ah como brilham teus olhos buscando os meus
oh amado belo que me fazes sonhar
como é doce teu amar
oh como a nossa cama é suave entre a ramagem
dos pinheiros da nossa casa
Ah minha amada como perfumas meu coração
emílio casanova, in "Um Cântico"
terça-feira, 29 de novembro de 2011
Na encosta diminuta e suave que avisto de minha casa,
segue a estreita estrada marcada pelas oliveiras,
cobertas agora de brilhantes frutos negros que mais
tarde iluminam nossos corpos e nossas almas.
Vejo meus amigos elegantemente vestidos
de negro como sempre com sua gravata colorida,
seus bicos laranja se destacam e debicam
na terra escura esverdeada coberta de frutos.
Revoam chilreando na passagem da velha camioneta
desafiando crianças compenetradas a caminho da escola,
que a hora silenciosa comanda. Os melros sabem.
As janelas já se abriram. Gatos espreguiçando-se
nos parapeitos espreitam a criançada. O sol sabe
que os anima. Dos vidros da minha janela observo
este bucolismo e silêncio a que pertenço.
Do café na cozinha vem o cheiro distinto envolto
em fumos de curvas esculturais que me associam
a momentos de tempos tropicais, de calores morenos,
asfixiantes, reconfortantes e sensuais.
Sabor na boca pensamentos na mente, de café em café
me transporto para outros horizontes, outras gentes que amo.
Que amarei eternamente.
Emílio Casanova, in “Livro Segundo”
domingo, 13 de novembro de 2011
Salvemos o amor
Já não há nada igual ao que era dantes.
Todos os dias acontecimentos nos ultrapassam velozmente,
tudo o que é simples esboroa sem darmos por isso.
Chovem notícias em profusão. Pouca vida têm
pela velocidade da corrente em turbilhão.
Tanto que temos para conhecer mais ignorantes vamos ficando,
ansiosos por não controlar o tempo vamos adoecendo.
O mundo líquido dos nossos dias esvai-se em comunicação,
telemóveis internetes redes sociais,
em casa no carro no trabalho.
Os dias não têm mais vinte e quatro horas. Valores não têm mais valor.
Acontecimentos e atos consistentes não têm espaço,
nem tempos seguros.
Tudo flui em voracidade daquilo que já foi.
É urgente salvar o amor.
A vida não pode ficar reduzida em solidão e dor.
Emílio Casanova
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