Um Sítio...Joaquim Vairinhos

Um Sítio...Joaquim Vairinhos
Poesia, Prosa e Música.

sábado, 12 de novembro de 2011

Sem saber onde estava acordei estranho,
Situei-me vogando no espaço
Das paredes do quarto.
Encontrei-me nos braços dum sonho.
Como possível  imaginar viver dentro
Da pele duma mulher,
Ser carne em sua carne,
Alma em sua alma,
Corpo dum corpo no seu corpo,
Estranho na distância
Dois em um... em dois  num tempo,
Ela eu... eu ela ... na longa ausência.

Emílio Casanova

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Acordei dormi acordei
Não te vi

Tua figura invadiu minha mente
Meu coração sorri
Docemente
Nos teus seios adormeci



Emílio Casanova
tudo fizeste para adiar a dor
mas sabias que mais tarde  causar dor irias
estava escrito como diz alguém
nas veias das tuas vidas
sempre circularam em direções inversas
chegadas partidas estradas estações
aeroportos aviões...
abriste corações com olhos cintilantes
bloqueaste  ilusões nas mãos frias de auroras
de  manhãs escondidas em nuvens escuras
com chuvas de tristeza...
partiste de vez na certeza  inquestionável de ser a última
sim  porquê adiar a partida
se a estrada era estreita para os dois
foi bom enquanto durou alguém diz
discordo porque será bom  
agora que não dura mais
sigo meu destino vais por onde vás
num caminho que a dor procura amor
para  cura
está escrito como alguém diz
só fica só quem quer

Emílio Casanova
com amor me deito... me levanto... 
sem amor me atormento ...me desiludo...
me desencanto...

Emílio Casanova
 Achei que estavas boa para colher
 qual fruto lindo e saboroso
 hummm...então...colhe-me provocaste-me
    como uma terra preparada para a semente
    que se abre com o calor do sol e a frescura da rega...
    se acomoda com o prazer do esgravatar de pássaros que
    a penetram para se alimentar
    que ri quando o arado a rasga profundamente
 na busca do ato universal de desvirginar...
    lindo poeta o que dizes...isso é poesia acrescentas
    da comunhão da semente com o tempo de reprodução
    o ciclo da mãe natureza se repete vezes sem conta
    infinitamente
    enquando o amor estende o seu manto sobre os amantes
    chove mansamente sobre a terra revolvida
    amada amassada pelo corte que lhe provoca dor e prazer
f   fizemos amor com chuva sobre nossos corpos
    ao findar do dia com o cheiro da terra molhada
    num brotar de aroma de nossos sexos a renascer

                    Emílio Casanova

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Apagas a luz do candeeiro pequeno
numa volta brusca como que procurando
arrefecer os calores do teu corpo
acabado de mudar de estado
por um amor que não queres
voltas ao frio dos gestos
à rigidez dos teus membros
desejando num ápice  apagar
uma fragilidade do teu ser
fazes sexo sem querer amor
as rotinas instalaram-se
enraizaram ficaste esfíngica
sobrevives em plasmas virtuais
em inimagináveis  redes sociais
distantemente insociáveis 
para onde vais ?

Emílio Casanova, in “Coisas do Coração”
Penso nas cortinas do teu quarto
como elas ondulam
perante a visão do teu corpo 
quando te desnudas
ao sol nascente.

Brilha o negro do teu sexo
no raio solar que elas deixaram passar
atrevidas por doce brisa movidas
teus mamilos duros arrepiam.

Nas curvas alvas do teu corpo
elas e o sol marcam sombras
de rendas que fazem lembrar
tatuagens.

Como és linda enrolada nas cortinas
dos raios do sol
Como és bela marcada pelos dedos
da pintora natureza
que te marcou tatuagens de beleza.

Emílio Casanova,in "Maria"