Um Sítio...Joaquim Vairinhos

Um Sítio...Joaquim Vairinhos
Poesia, Prosa e Música.

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Apagas a luz do candeeiro pequeno
numa volta brusca como que procurando
arrefecer os calores do teu corpo
acabado de mudar de estado
por um amor que não queres
voltas ao frio dos gestos
à rigidez dos teus membros
desejando num ápice  apagar
uma fragilidade do teu ser
fazes sexo sem querer amor
as rotinas instalaram-se
enraizaram ficaste esfíngica
sobrevives em plasmas virtuais
em inimagináveis  redes sociais
distantemente insociáveis 
para onde vais ?

Emílio Casanova, in “Coisas do Coração”
Penso nas cortinas do teu quarto
como elas ondulam
perante a visão do teu corpo 
quando te desnudas
ao sol nascente.

Brilha o negro do teu sexo
no raio solar que elas deixaram passar
atrevidas por doce brisa movidas
teus mamilos duros arrepiam.

Nas curvas alvas do teu corpo
elas e o sol marcam sombras
de rendas que fazem lembrar
tatuagens.

Como és linda enrolada nas cortinas
dos raios do sol
Como és bela marcada pelos dedos
da pintora natureza
que te marcou tatuagens de beleza.

Emílio Casanova,in "Maria"
Hoje estou triste
alguém quando está triste sabe o motivo
porque está triste ?
Ah, sim deve ser do tempo, da chuva
do ar cinzento, talvez do vento
pode ser do frio da pequenez do dia
É,  já sei não será depressão ?
Talvez solidão. Não sei não.
Sei que não tenho razão para estar triste.
A noite que passou alindou meu corpo
acelerou meu sangue
meu esperma desaguou num jardim florido
em terra verde plantado de framboesas mil
regado com favos de mel
com canela e açúcar pulverizado.
Tristeza não tem fim felicidade tem
amor é urgente não se pode adiar
desafio permanente que a vida contem
que Vinicius e Rosa não deixam de avisar.

Emílio Casanova
  • Linda
    com folhas flores em tua pele
    em teus olhos
    em tua boca
    em teus seios
    em teu sexo divinal que quero colher...
    amar...
    usar....usar....usar....
    uma duas três até ao millhão
    para calar minha tesão.

    Sei que adoras lindas e poéticas palavras
    vestidas de sensualidade
    te amo..te amo..tu és muito especial
    importante pra mim.
    Dirás.

    Imaginar-me sem ti
    sem essas palavras,
    sem tua poesia,
    sem teu amor,
    sem tua presença amorosa
    terna carinhosa.
    Suspirarás.

    Quero ser teu jardineiro fiel
    beijar-te no coração
    plantar rosas sem espinhos
    fazer o caminho mão na mão.

    Ouço-te sussurar baixinho
    estás cuidando bem do meu jardim
    continuam viçosas
    todas as flores que existem em mim,
    tu me fazes feliz assim.

    Quero plantar criar raízes
    amar-te na terra mãe
    enraizar-te comigo.

    Beijas-me muito. Dizes-me que estou a plantar
    cultivar e cuidar tão bem de ti.
    Dizes-me que estamos enraízados
    que já faz tempo nossas raízes são longas.

    Quero-te regar
    colher teus frutos dos teus seios
    da tua boca
    quero penetrar-te para tratar bem do teu jardim.

    Cresço com teu amor,
    estou com flores, brotando frutos pra tu colheres
    penetrar no meu profundo ser,
    habitar minha pele, minha alma, meu coração,
    exclamas ao meu ouvido baixinho
    quero-te só para mim.

    Emílio Casanova, in "Maria"



Numa casa de praia algures olvidada
refugio-me num balão líquido de vidro
mirando horizonte azul sobre azul,
vejo nas pegadas húmidas da praia mar
percursos de viajantes sem destino.
Absorvo-as. Caminhos de desejos
de incontornáveis  certezas.
Vou sem vento barco correntes ondas marés.
Pensamento navega nas asas de gaivotas verdes
vestidas .
Conduzem-me a teu coração amante da natureza.
Verde de esperança.

Emílio Casanova, in “Maria”.

Longe  muito longe vejo teu quarto
acabaste de te levantar em desalinho
abres as cortinas
descobre-te o sol
descobrem-se tuas maminhas
cobreste  com pudor.
Vejo-me enlaçado.Sinto.
Meus braços na tua cintura
teus pensamentos abrem janela
corres para mim num ápice.
Sussuro junto a ti. Estou aqui.
Dengosa estremeces.Sorris.
Amor, amor não tem longe
tem perto. Estou em ti.

Emílio Casanova, in “Maria”.

domingo, 6 de novembro de 2011

folhas verdes agitam o vento 
libertando-se da sua cor
passando formas de bailado,
frio tem tempo 
desprevenido como criança à chuva,
sente-se inverno
galopando em nuvens,
volto ao meu abrigo
no teu conforto.

joaquim vairinhos/emílio casanova