amor amor amor
de que tu és feito?
brigas zangas amuas
tão imperfeito amor...
esqueces voltas perdoas
tão perfeito...só tu amor
que sabor teria a vida
sem ti...AMOR
Emílio Casanova. in "Coisas do Coração"
sexta-feira, 30 de setembro de 2011
Navego...
Navego...
sem chama navego...
navegar eu preciso...
com chama naufrago...
naufragar não preciso...
com tanto vento e tanto mar...
vou navegar...navegar eu preciso !
Emílio Casanova, in "ninguém compra
sem chama navego...
navegar eu preciso...
com chama naufrago...
naufragar não preciso...
com tanto vento e tanto mar...
vou navegar...navegar eu preciso !
Emílio Casanova, in "ninguém compra
Maria
Maria
no brilho do teu olhar
percorro caminho iluminado
puro e alvo
que me leva a ti
dos teus lábios
deixo-me conduzir
á procura de ti
em mim
na beleza das tuas mãos
seguro-as nas minhas
para te sentir
que pressinto
mergulho contigo
do belo perfumado tinto
nas veias do teu sangue
vermelho poderoso
percorri teus belos recantos
na busca incessante
dum amor que pressinto
contigo ergo
tudo que existe em mim
num cálice sagrado
saúdo o sonho
que me levou a ti
adorei-te meu amor
na mistura do espírito
de carinho com calor
na união comemorada
com prazer entrega
e suor
adorei-te
na eternidade desta noite
Emílio Casanova
16/09/2011
quinta-feira, 29 de setembro de 2011
Ousei levantar a voz ...erguer a cabeça
... não fazer parte da manada...
fui imprudente....
insolente.... por correr tal risco...
... teria sido melhor olhar para baixo, ( pesado pelas hastes )
... amochado como um cobarde .
Aqueles que se inclinam... perscutando o horizonte ...
....sabem donde sopra o vento...
... dobram-se para o chão... qual caniço sobrevivente...
... procurando estável situação.
(Emílio Casanova, sem título)
Insónia
no silêncio das minhas noites claras
faço longas travessias sem destino
nas esquinas escuras do meu quarto
revejo caras e corpos
uns familiares outros opacos
deformados por nunca vistos
galopam sentimentos ritmados
ao compasso do brilho dos néons iluminados
que penetram as frestas das janelas
dobras de lençol ondulam meu corpo
almofadas envolvem meu rosto
tac tic tic tac dança o tempo
noite branca sem rosto quente
que aspiras da minha insónia
angústias arrependimentos
remorsos por falta de coragem
não sabes que a humana liberdade
é prisioneira da minha mente
odeio teu poder que me impede
de adormecer
Emílio Casanova , in “ninguém compra”
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